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Noticia

18/01/2019
 
Prefeitura e Secretaria Municipal de Saúde irá iniciar pesquisa científica sobre o Índice de Infestação do Aedes Aegypti
 
 

A cada ano cresce a preocupação no Brasil sobre uma possível epidemia de dengue. Isso porque o país, por ser tropical, reúne condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor. O Aedes aegypti se desenvolve em temperaturas acima de 20 Cº, sobretudo, entre 30 Cº e 32 Cº. E há uma relação direta entre as chuvas e o aumento do número de vetores, principalmente entre os meses de janeiro e maio. Nos últimos 20 anos, o Brasil sofreu várias epidemias de dengue e a região Nordeste foi uma das mais afetadas. Contudo, é pequeno o número de estudos sobre a doença em Lupércio, tornando necessário um levantamento epidemiológico mais abrangente para mensurar o número de casos que compõem o município.   Diante disso, a pesquisadora e doutoranda em Biotecnologia Osmarina Godoy Lima da Universidade Federal da Amazônia – UFAM irá produzir uma pesquisa com intuito de realizar um levantamento epidemiológico de casos de dengue em Lupércio e no Distrito de Santa Terezinha. No entanto, para a realização do estudo, que conta com o apoio da Prefeitura Municipal e da Secretaria da Saúde, onde todos estão preocupados com a alta incidência de dengue na região, o governo municipal objetiva com está ação criar instrumentos para combater o problema.  Mas, tão ou mais importante do que as medidas da prefeitura, porém, é a efetiva participação da sociedade, tendo em vista que, no Brasil, até mesmo as condições climáticas favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. De acordo com a Secretária de Saúde Juliana Viscovini, o mosquito vive em locais com água limpa e parada, tais como garrafas, vasos e outros objetos que acumulam o líquido. “Nossa ação é no sentido de eliminar estes criadouros das larvas do inseto, mas é uma tarefa que depende do esforço coletivo. De nada adianta eu cuidar do meu quintal, se o vizinho não fizer o mesmo”, comenta. A doença, que não é contagiosa, é transmitida pela picada da fêmea do mosquito infectado. Ele ataca as pessoas durante o dia e está mais adaptado ao ambiente urbano.  Juliana explica que os primeiros sintomas da dengue se iniciam um dia antes do aparecimento da febre e vão até a manifestação da doença. “Após se alimentar de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação. Uma vez infectado, ele assim permanece até o final de sua vida, que dura de 6 a 8 semanas”, detalha. A secretaria relata também que todos os grupos de pessoas, independente de sexo e idade, são atingidos igualmente. A dengue se apresenta, de modo geral, como uma doença febril, sendo que nos adolescentes, se manifesta com sintomas mais leves. Já nos adultos, eles são mais acentuados. Dentre os indícios de que a patologia pode estar presente no organismo, os mais comuns são: febre alta – muitas vezes passando dos 40 graus, e que demora vários dias para baixar, dores de cabeça, dor nos olhos, nos músculos e nas juntas, manchas avermelhadas por todo o corpo e, em alguns casos, sangramento da gengiva e do nariz, falta de apetite e muita fraqueza, deixando a pessoa sem vontade de fazer nada. “Estes são os principais sintomas da dengue comum”. Comenta. Questionada sobre a dengue hemorrágica, forma mais violenta da doença, podendo ocasionar a morte, Viscovini informa que ela tem os mesmos sinais iniciais da comum, mas ocorrem agravamentos após o final do período febril. “Começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos e a pessoa, além de sentir fortes dores no abdômen, passa por períodos de sonolência alternados com forte agitação”. Na maioria dos casos, esclarece a especialista, após quatro ou cinco dias, o paciente começa a melhorar e se recuperar por completo. “Nos primeiros dez dias, a partir do momento em que a febre começa a ceder, é absolutamente necessário estar atento às manifestações que podem indicar gravidade, como: dor de cabeça constante, dor abaixo das costelas, do lado direito, suor frio por tempo prolongado, tonteiras ou desmaios, pressão baixa, pele fria e pegajosa por um longo período, e sangramentos que não param, fezes escuras como borra de café e sangramento intestinal. “Juliana recomenda que, caso ocorra alguma destas manifestações, a pessoa deve ser levada imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, pois os sintomas da dengue podem ser confundidos com diversas outras doenças, como: Febre amarela, malária, leptospirose, gripe, caxumba e meningite são algumas delas”.

Papel de Todos    

Juliana convoca a todos para aderirem ao mutirão contra a dengue. Criadouros potenciais do Aedes aegypti devem ser evitados e, quando existentes, precisam ser eliminados. “O mosquito deve ser combatido. Já a rede de esgoto das casas e comercio na cidade e na zona rural deve contar com o sistema de tratamento e somente ser lançada aos rios após uma limpeza completa”, alerta. A secretaria informa que também é realizado um manejo sistemático, com visitas porta a porta com o objetivo de eliminar os criadouros. O motivo da preocupação da responsável pela saúde no município é a tendência para a estiagem, quando tem início uma proliferação descontrolada do mosquito, devido ao número significativo de criadouros oferecidos pela população, além dos naturais, como tocos e folhas de árvores, por exemplo. Viscovini ressalta que o problema da dengue é responsabilidade de todos, e não só dos governantes. “Acredito que, deve haver uma mobilização que envolva sociedade e poder público. Todos precisam ter consciência de que, no dia seguinte a uma chuva, é importante fazer uma vistoria para observar se existe água acumulada em algum recipiente, por menor que ele seja”.

Conscientização

Até o momento, Lupércio e o Distrito de Santa Terezinha felizmente ainda não registraram nenhuma morte por dengue hemorrágica. “Para tentar melhorar esse quadro, temos agentes que realizam visitas nas escolas. Esse trabalho é muito procurado”, revela a especialista. O motivo pela escolha do público infantil é simples: “Priorizamos a criança por acreditarmos que ela será o agente transformador dessa mudança de hábito. É um trabalho de longo prazo, mas que vai mudar essa realidade. E conclui: “Se as medidas preventivas não forem tomadas e a pessoa for picada pelo Aedes aegypti, a saída é deixá-la em repouso e fornecer a ela muito liquido”“. Sob-hipótese alguma, ministre a ela remédios como analgésicos. O melhor a fazer com quem apresentar sintomas da doença é levá-la a um, posto de saúde em busca de orientação médica”. 

 Aedes aegypti: Estudo irá fazer levantamento epidemiológico de casos de dengue em Lupércio e no Distrito de Santa Terezinha

A partir deste ano, profissionais do Centro de Controle de Endemias da Secretaria de Saúde de Lupércio e do Distrito de Santa Terezinha com o acompanhamento da pesquisadora Osmarina Godoy Lima, mestre em “Educação” e “Sociedade e cultura da Amazônia”, atualmente doutoranda em Biotecnologia darão início ä primeira pesquisa científica realizada no município com o objetivo de levantar o Índice de Infestação do Aedes aegypti. A busca por esses indicadores são uma importante ferramenta para detectar os locais com focos de reprodução do mosquito e quais os tipos de criadouros mais encontrados. O estudo ainda serve de termômetro para definir as ações de combate e controle do mosquito. A inferência intitulada “O conforto humano e a criação de nanoclimas que viabilizam a proliferação do Aedes aegypti em todas as estações do ano em clima tropical”. Trata-se de trabalho científico que está sendo produzido pela docente por meio da Universidade Federal do Amazonas – UFAM, sob orientação do professor Dr. Carlos Gustavo Nunes. O objetivo da pesquisa é mapear e avaliar os diversos nanoclimas que viabilizam a sobrevivência e a reprodução do Aedes aegypti do verão ao inverno, visando seu monitoramento e controle, nas diferentes estações do ano, por meio da instalação de armadilha para capturar o mosquito Aedes aegypti. Essas armadilhas visam em especial pegar a fêmea adulta responsável pela transmissão da doença (dengue), e serão instaladas nas residências dos lupercenses e terezinenses por meio de sorteio e com a participação voluntária da comunidade. As armadilhas compostas de pasta de celulose e resina vegetal; é completamente atóxica e biodegradável. Não utilizam água. E não oferece risco ao meio ambiente, nem aos seres humanos e aos animais domésticos. A pesquisa vai ser aplicada, durante todo ano de 2019 com início previsto para fevereiro. Os agentes passarão em todos os setores, onde os imóveis visitados serão sorteados, servindo assim de amostra para o estudo. “Desde o início desse mandato, seguindo uma determinação do prefeito Anézio Kemp, temos trabalhado incansavelmente no combate ao Aedes aegypti. São muitos os profissionais envolvidos, sempre com apoio dos moradores e da comunidade, todos conscientes da necessidade de acabar com os focos do mosquito”, expôs a Agente de Endemias do Programa de Controle a Dengue, Fátima Cremoneze.

Último Levantamento

“O último levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 mostrou que algumas casas vistoriadas tinham focos de reprodução do vetor da dengue. E novamente os principais focos estavam em domicílios. Dos criadouros encontrados nas residências, a maioria estava nos quintais e corredores e no interior das casas nas (salas, cozinhas e banheiros). No mesmo período de 2017, o índice era maior. Mas, aconteceu uma retração o que comprovou a efetividade das ações desenvolvidas pelo Programa de Controle da Dengue em parceria com diversas secretarias municipais”,  explicou a Agente de Endemias Fátima Cremoneze.

Ações em 2018

O Programa de Controle da Dengue do Centro de Controle de Endemias (CCE) trabalhou diuturnamente em 2017/2018 para evitar que Lupércio e o Distrito de Santa Terezinha fossem vítima de uma epidemia das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Durante todo ano, foram realizadas visitas aos domicílios e pontos estratégicos, ações de bloqueio, retirada de pneus, entre outros. Ações que resultaram numa queda significativa nos casos de dengue e nos de zika vírus. A redução nos casos, conforme explicou a Agente de Endemias, Fátima Cremoneze, é reflexo do trabalho diário e também do envolvimento de todos e tida como positiva. “Também tivemos a participação efetiva da Atenção Primária, com os Agentes Comunitários de Saúde trabalhando em favor do combate. Precisamos continuar com essa conscientização para evitar novos casos”, salientou. Ainda de acordo com a agente, as ações para o controle do Aedes aegypti estão em constante melhoramento e para isso é preciso o apoio da comunidade mantendo quintais limpos e eliminando objetos que possam acumular água parada.

 

Confira as ações permanentes do Programa de Controle a Dengue:

- Visitas a residências e comércios nos lugares mais infectados, conforme informou pesquisa do (LIRAa);

- Coleta de pneus em residências entre outros lugares;

- Visita aos imóveis em abandono e terrenos baldios, cemitério, lava rápido e reciclagem;

- Visita quinzenal aos pontos estratégicos;

- Ação de bloqueio em lugares que tiveram casos suspeitos das doenças levadas pelo Aedes aegypti;

- Realização de palestras para orientação sobre a dengue;

- Parceria junto ao programa Saúde da Família, da Atenção Primária;

- Atendimento aos chamados por telefone denunciando e informando sobre possíveis criadouros;

- Arrastão com a equipe do Programa Saúde da Família (PSF), funcionários e agentes de saúde.

 

 




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